Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 23/09/2021

Achei um velho livro de contos escrito por Malba Tahan, perdido na prateleira e passei a relê-lo. O autor relembrava uma lenda japonesa onde um casal de Deuses resolveu voltar para a Terra, por curiosidade, para observar como viviam os homens e com o objetivo de fazer com que fossem felizes. O casal chegou numa ilha maravilhosa cheia de rochedos, um lugar encantador.

Foi muito bem recebido pelos homens habitantes da ilha e a Deusa resolveu então dar uma boa recompensa para o povo. Ela falando com a população descobriu que o que mais angustiava as pessoas era a perspectiva da morte. Isto trazia angústia e medo e que a morte era a consequência do passar do tempo e nada poderiam fazer para detê-la.

A Deusa falou com seu companheiro para dar à população a graça do tempo não mais passar para aquela gente. Estava, portanto, abolido o ato de morrer. Assim, o tempo não passou mais para o povo, todos ficaram exatamente do jeito que eram, vivendo felizes e tranquilos. Passado certo tempo os dois Deuses ouviram um rumor ao longe, uma multidão fazendo protesto ia chegando à volta deles. Pararam e ouviram o protesto da multidão de JOVENS que diziam: “A decisão dos dois sobre o parar do tempo foi um grande erro, um grande castigo.

Queremos viver no tempo de novo, pois, queremos chegar à idade de crescer, casar, ter filhos, constituir uma família. Que adianta viver sem sentir passar a vida?”. “Os HOMENS DE MEIA IDADE também reclamaram: “Se o tempo não passa a vida é triste e monótona, queremos ver os dias passarem de novo, pois, queremos ver nossos filhos crescidos, trabalhando felizes.”