Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 04/10/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a trabalho com inerente a todo cidadão brasileiro. Contudo, sabemos que esse direito não é respeito por todos, grande parte dos influenciadores digitais não tem um contrato legalizado na justiça, e isso coloca em grande risco os clientes dispostos a adquirir os produtos divulgados por influenciadores. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a falta de médidas gorvenamentais em relação ao gerenciamento da carreira de influenciadores digitais. Os influenciadores divulgam diversos produtos em suas redes socias, grande parte das empresas que contratam os mesmos, são de médio e pequeno porte, e isso causa um grande impacto na qualidade do produto, podendo causar consequências graves aos seus clientes ou, até mesmo a morte.
Ademais, é preciso observar que ocorreram diversos casos onde o cliente não obtem o resultado desejado ou até mesmo sai prejudicado com o produto, podemos citar o caso retratado na novela Chiquititas, onde uma das personagens que presta serviços de influenciadora digital, divulga um creme para a pele que gerou sérias queimaduras no rosto de clientes, que compraram atráves da divulgação da influenciadora.
Portanto, fica nítido a necessidade de leis regurlamentares que coloquem limites e responsabilizem tanto a empresa como o influênciador digitais, essa medida deve ser feita pelo Ministerio da Justiça, com uma criação de um lei que crie um vínculo empregatício que garanta que o influenciador digital e a empresa fale a verdade sobre o produto sem promessas impossíveis, e que seja obrigatório um atestado científico que comprove a eficiência do produto. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.