Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 28/09/2021
É evidente que os influenciadores digitais impactam de forma negativa a sociedade brasileira de consumo e acabam impedindo que seja vivido o que é retratado no livro Utopia, de Thomas More: um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Com isso, é necessário refletir sobre o valor da liberdade e a necessidade crescente de saber utilizá-la de forma produtiva no Brasil, além da análise de alguns influentes podem usar seu poder para o mal. Por isso, é preciso que as pessoas estejam atentos para não serem alienados no meio digital.
Devemos ressaltar que a mídia pode ser utilizada de forma postivia ou negativa, por isso é analisar criticamente as informações ao Governo. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censura as críticas. Assim, a população era privada de saber de todas as informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, é possível se comunicar as informações com liberdade, mas os brasileiros mostram-se ingênuos com relação a esse artifício de poder e não analisam as informações com responsabilidade, o que torna mais fácil a atuação dos influenciadores digitais mal-intencionados. Não podemos esquecer também que a alienação torna fácil a manipulação das pessoas. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana; com uma linguagem incisiva dele arrastou multidões em favor do nazismo, mas os alemães que não imaginavam as atrocidades que eram realizadas. Essa mesma influência pode se repetir hoje, já que influenciadores argumentam para os seus seguidores e interferem na compra de produtos que não são usados por essa personalidade. Assim, além da negligencia social, há negligência por parte do Governo, que não oferece educaeducação digital para que essa análise seja feita com consciência, deixando - os vulneráveis.
O Ministério da Educação (MEC) por meio de uma parceria por meio de uma parceria público-privada com as Mídias, deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem expliícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. E esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais a fim de conscientizar a população brasileira para provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. É fundamental também que o MEC ofereça programas de educação digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto. Dessa maneira, o Brasil chegará mais perto do padrão descrito por Thomas More em Utopia.