Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 27/09/2021

Os avanços tecnológicos trouxeram possibilidades que favoreceram e diz favoreceram alguns setores e causaram impactos diretamente no estilo de vida das pessoas. No entanto, esse avanço refletiu no comportamento de bilhões de pessoas que sofrem com a manipulação oriunda do consumismo, ligado por pessoas que se dizem serem influenciadores digitais. Por isso, torna-se necessário o debate acerca da responsabilidade dos influenciadores digitais no século 21.

Deve-se ressaltar que a mídia pode ser utilizada de forma positiva ou negativa, por isso é preciso analisar criticamente as informações. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censurar as críticas. Assim, a população era privada de saber de todas as informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, é possível comunicar informações com liberdade, mas os brasileiros mostram-se ingênuos com relação a esse artifício de poder e não analisam as informações com responsabilidade, o que torna mais fácil a atuação de influenciadores digitais mal-intencionados.

No entanto, o ser humano perde a sua capacidade de expressão. Conforme o conceito da “conformidade cultural”, do psicólogo Solomon Asch, é possível entender o que ocorre a princípio é o comportamento de manada. Tal preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu pensamento de individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro desse contexto, o indivíduo é altamente bombardeado de opiniões e interesses capazes de mudar a mentalidade, e até mesmo o comportamento. Entretanto, essa prática torna-se prejudicial á autonomia individual.

Logo, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Educação - por meio de uma parceria público-privada com as Mídias - deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais a fim de conscientizar a população brasileira para provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. É fundamental também que o MEC ofereça programas de educação digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto. Dessa maneira, o Brasil chegará mais perto do padrão descrito por Thomas More em Utopia.