Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 28/09/2021
As redes sociais estão cada vez mais inseridas no cenário contemporâneo, criando um ambiente digital de divulgação e compartilhamento das novas tendências de moda que promovem o crescimento do setor econômico. Dessa forma, essa realidade cria-se os influenciadores digitais que influenciam o seu público para uma nova experiência no meio digital. Embora o grande avanço digital, é importante salientar a necessidade de fiscalização dessa modalidade de divulgação e, também, promover o capitalismo consciente sem a manipulação dos desejos dos consumidores.
Em primeira análise, o jornal Folha de São Paulo apresentou que cerca de 75% dos consumidores brasileiros entraram no mercado digital durante a pandemia do COVID-19. Diante essa alta demanda pela comercialização virtual, o código do consumidor tornou-se obsoleto pelo fato da ausência de fiscalização nas divulgações dos influenciadores digitais. Sendo assim, mostra-se a urgência da atualização da Código do Direito do Consumidor e das ferramentas virtuais para orientação do público frente ao novo momento econômico, a fim de combater as fraudes e os crimes digitais.
Em segunda análise, a facilidade comunicativa dentro das redes sociais, entre os influenciadores e seguidores, cria uma perspectiva mercadológica de aceitação de um estilo padronizado no grupo, conforme o estilística Carlos Tavares afirma a Revista Veja. Dessa forma, a padronização e manipulação dos consumidores torna-se alarmante, devido a perda da identidade individual dos cidadãos. Tendo o conceito de Adorno e Horkheimer sobre a indústria cultural- a alienação do público consumidor- um fator que contribui para a perpetuação da manipulação dos seguidores na internet. Assim, essa padronização torna-se uma população alienada em relação aos desejos individuais.
Portanto, frente ao cenário de atuação desenfreada dos influenciadores digitais, é importante o combater à manipulação e desenvolver a fiscalização desse novo modelo econômico. Nesse sentido, cabe ao Estado implementar novas diretrizes no Código do Direito do Consumidor - atualizando as normas de defesa ao cidadão-, por meio de parceria com os influenciadores digitais na divulgação dos direitos e garantias dentro desse cenário econômico, utilizando as redes sociais- Instagram, Facebook e Telegram- com publicações educativas para facilitar a divulgação de informação relevante aos consumidores. A partir dessas medidas educativas, a fim de adquirir uma nova consciência econômica de consumo dentro do capitalismo e combater a influência mercadológica que resulta na alienação individual e perda da identidade frente ao mercado consumidor.