Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 05/10/2021

Nos últimos tempos as dinâmicas de marketing sofreram grandes mudanças, e isso se deve em partes ao advento das redes sociais, que trouxeram consigo a cultura do influenciador digital. Nessa perspectiva, o fenômeno da internet nunca foi tão difundido e já atinge cerca de 57,6% da população mundial. Grandes empresas não medem esforços para conquistar esse público, movimentando grandes investimentos em publicidade e buscando porta-vozes para suas marcas, pessoas com influência sob o público digital, que possam ditar para seus espectadores as tendências de consumo.

O poder do marketing nas redes sociais é inequiparável, a publicidade direcionada pelos influenciadores de nicho é uma ferramenta das mais poderosas na veiculação de informação no mundo moderno. Os influenciadores digitais deixaram de vender simples produtos e passaram a vender seu estilo de vida, se tornando o próprio produto. Dessa forma surge uma nova dinâmica, esses indivíduos transformam seus perfis online em altares de adoração, onde pregam, por exemplo, um padrão estético inalcançável, e oferecem aos seus seguidores os segredos para a obtenção do mesmo, muitas vezes em forma de produtos de beleza e emagrecimento de procedência duvidosa.

Por estarem em processo de formação de suas concepções de moralidade, crianças e adolescentes são um alvo mais vulnerável para os caçadores de influência. É lucrativo para a indústria da estética que milhões de adolescentes estejam obcecados com seus próprios corpos e perseguindo padrões que os foram impostos por seus influenciadores preferidos. A juventude tem sido usada como massa de manobra.

A forma mais eficaz de combate aos influenciadores que traficam sua influência sem pudor algum com a integridade física e mental de sua audiência, é a formação de um público que faz um melhor uso de seu senso crítico. O usuário de redes sociais precisa ser educado a escolher melhor a quem entrega sua atenção. Pais e responsáveis de crianças e adolescentes precisam se atentar ao tipo de conteúdo consumido por seus pequenos, e ensiná-los a questionar aquilo que veêm em suas telas.