Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 04/10/2021
De acordo com a Declaração dos Direitos Humanos, prorrogada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), nenhum ser humano será sujeito a interferências em sua vida privada. Apesar disso, podemos perceber que essa sentença não funciona na realidade. Tomando como exemplo a manipulação midiática que a população mundial sofre, que pode alterar desde um gosto pessoal até o tipo de produto que consumimos pela persuasão escancarada, não é em vão afirmar que os influenciadores digitais detém um grande poder sobre a sociedade, e portanto, uma medida precisa ser tomada.
Desde já, sabemos que os influenciadores digitais são a ponte entre uma marca e o seu público, promovendo* tal marca ou estimulando* compras direcionadas. Com a nova era de tecnologia, esse tipo de propaganda se popularizou principalmente após pesquisas comprovarem que empresas promovidas por uma personalidade popular aumentam até 69%, segundo o G1. Ainda assim, nem sempre o que é divulgado condiz com a realidade, e por vezes, nem mesmo segue uma conduta exemplar, incentivando atitudes ou produtos que moldam a sociedade de uma forma negativa.
Além disso, com a presença das crianças, que são um público facilmente influenciável, cada vez maior nas redes sociais, grandes indústrias se aproveitam dessa oportunidade para vender seu produto e, como consequência, geram uma sociedade cada vez mais consumista, pautada no materialismo e em vícios. Apesar do poder de compra ser dos pais, influenciadores infantis como Luccas Neto utilizam de artifícios lúdicos para induzir os jovens a consumirem sua marca, deixando claro sua estratégia direcionada, e portanto, interferindo na vida de tantas gerações.
Diante disso, indiscutivelmente, uma medida para controlar o poder de persuasão que os influenciadores detém é preciso ser tomada. Portanto, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura trabalhar juntos em campanhas digitais alertivas com vídeos, infográficos e hashtags sobre a atenção que se deve dar ao que consumimos das personalidades na internet. É necessário desenvolver controle sobre a influência da mídia na vida das pessoas que a consome para garantir a segurança e o bem estar de todos, além da ordem dada pela Declaração dos Direitos Humanos. Dessa forma, realmente não teremos interferência nas vidas pessoais como o artigo garante.