Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 03/10/2021

A revolução digital foi um processo iniciado em meados do século XX que se perpetua mesmo no momento atual, provocando o rompimento de barreiras sociais entre os países, por meio de sucessivas inovações no meio técnico-científico-informacional. É perceptível que, no Brasil contemporâneo, há um grupo social composto por indivíduos que exercem em seus observadores uma forte influência no tocante ao estilo de vida, opinião e demais caracteres pessoais. Destarte, deduz-se que são necessários mecanismos no intuito de fiscalizar a ação dos influenciadores digitais e, somado a isso, elevar o nível informacional da comunidade virtual, uma vez que o seu poder pode trazer, à sociedade, uma forte manipulação de pensamento.

Em primeiro plano, é necessário destacar que o número de digital influencers encontra-se em ascensão acelerada, e desta maneira, o número de indivíduos a serem atingidos por suas produções tende a aumentar, o que, por sua vez induz a inferir que haverão mais usuários a serem bombardeados com conteúdo diversos, tornando-se propícios a mudarem seus hábitos de maneira dissocial à própria. Consoante a isso, há o “comportamento de manada”, termo proposto pelo escritor Wilfred Trotter para referir-se à maneira como as pessoas alteram seu posicionamento diante de um tema em função de um influenciador. De modo similar, a comunidade virtual que apresenta grande contato com o respectivo conteúdo tende a transmutar seu caráter, interferindo na construção de senso crítico individual.   Outrossim, cabe destacar que o elevado número dos influentes, os quais partilham mídia sem filtragem, não só evidenciam a existência de um sistema educacional falho (visto que a sua grande repercussão no ciberespaço é consequência do grande número de acessos por parte dos apreciadores) como também sugere a ausência de fiscalização na web. A crer-se nas premissas do sociólogo pós-moderno Émile Durkheim, a instituição educacional é uma entidade que leva a função teórica de despertar numa pessoa a construção de criticidade própria, surtindo como efeito uma perspectiva formal e sólida sobre a maioria das realidades.

Diante do exposto, recai sobre o Estado, por meio do Ministério da Educação, a tomada de medidas exequíveis para tratar o impacto proporcionado pelos influenciadores digitais, tais como o direcionamento de capital para o desenvolvimento de centros educacionais e, somado a isso, a inserção de componentes curriculares que tratem sobre o cenário tecnológico atual, com o intuito de tornar os pensamentos da comunidade brasileira mais fundamentados. Conjuntamente a isso, o Comitê Gestor da Internet deve impelir o processo de fiscalização dos conteúdos divulgados em redes sociais, contribuindo com a harmonia nas relações e no desenvolvimento do intelecto dos indivíduos.