Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 01/10/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu artigo 6, o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a propagação de certos conteúdos divulgados por influenciadores, o que dificulta a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Segundo o filósofo contratualista John Locke, essa falta de medidas configura-se como uma violação do “Contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança. Nesse sentido, muitos famosos divulgam marcas e produtos que não são confiáveis, é que podem trazer tanto prejuízos à saúde, como financeiramente, visto que acontecem muitos golpes em compras online. Assim, infelizmente, uma lesiva inércia pública fortalece o aumento do problema no Brasil.

Além disso, outro fator responsável pela permanência da problemática no Brasil é o uso irracional das redes sociais. Nesse sentido, o livro “Sociedade do espetáculo” mostra a temática de uma sociedade que vive de aparências e em busca de uma imagem perfeita de si. Análogo ao livro, uma vida mostrada nas redes sociais não condiz com o dia a dia de muitas pessoas, sempre mostra uma vida perfeita, uma beleza perfeita, tudo perfeito, e causa problemas psicológicos nos espectadores que buscam essa vida perfeita que não existe. Dessa forma, é inaceitável que o óbice continue a perdurar na sociedade, tendo em vista que a má influência de famosos é um dos motivos para o prosseguimento de problemas psicológicos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se identificar esses objetivos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Justiça e Segurança pública, por intermédio de leis mais rígidas, os conteúdos ilegais publicados por influenciadores, a fim de que os problemas de fraudes e produtos que não são adequados sejam extintos do mercado consumidor, e eles são responsabilizados juntamente com as empresas que cometem os crimes, já que vários não fazem pesquisas nem verificam a qualidade da empresa e do produto que divulgam, e consequentemente, prejudicam muitas pessoas. Paralelamente, é imperativo que, na mídia, sejam feitos projetos que incentivam a propagação de conteúdos menos polidos para que uma sociedade entenda que nada é perfeito e que todos passam por problemas, a fim de uma divulgação mais realista da vida. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na Carta Magna.