Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 04/10/2021

Os anúncios impressos a cada dia passam a impactar menos as decisões de compra, provavelmente, por conta do baixo hábito de leitura de papel. Nesse contexto, além de entreter, as plataformas digitais ganharam o papel de informar e abriram espaço para novos canais publicitários como o de influenciadores.

Tendo em vista isso, a realidade dos ”influencers” digitais no mundo consumista não se distingue da indústria de cultura, na qual a propagação de conteúdo em massa, além do poder de influência sob a mídia são bastante recorrentes. Com isso, tais influenciadores provocam entraves preocupantes na sociedade, como o consumismo exacerbado e, consequentemente, danos no meio ambiente. Nesse sentido, é nítido arrematar os influenciadores como papel influente nas decisões de compra, uma vez que a redes sociais dispõe de produtos variados. Com isso, a situação brasileira assemelha a máxima de Marx tornando-se relevante a discussão da vulnerabilidade desses consumidores digitais. Paralelamente, convém salientar os efeitos negativos desse hiperconsumo ao meio ambiente gerado pela parte influenciadora. Contudo,  a própria sociedade colabora no cenário de poluição, e os influenciadores digitais mostram-se despreocupados quanto à importância ambiental em seus perfis, sendo vetores da produção de lixo. Nesse sentido, o impacto nocivo dos produtores de conteúdo digital suscita análises imperiosas ao que tange a norma constitucional da Carta Magna. Portanto, faz-se mister que a mídia nos canais de TV, junto às agências de publicidade, realizem campanhas informativas e reflexivas sobre a transparência nociva – embora existam  positivas – dos “influencers” das redes sociais, a fim de atenuar a conscientização necessária a respeito de seus malefícios comportamentais na sociedade de consumo. Dessa forma, a manipulação atenuada aos influenciadores da cultura digital distanciam a noção da indústria cultural.