Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 06/10/2021
No seriado “Emily in Paris”, um episódio retrata uma festa de lançamento de um produto em que influenciadores digitais foram convidados para postarem em suas redes sociais o produto, com a finalidade de influenciar a compra desse. Fora da série, tal cenário é uma realidade, já que marcas e empresas contratam figuras públicas para fazerem propagandas, levando em conta o número de pessoas que tal indivíduo irá influenciar a consumir. Sob essa lógica, esse contexto é problemático, pois emerge tanto à falta de consciência no consumo quanto a prejuízos para o consumidor.
Nessa perspectiva, cabe destacar que, segundo o filósofo Imannuel Kant, o homem que não toma suas próprias decisões é um ser tutelado e, nesse sentido, evidencia-se que influenciadores são contratados para tutelar a decisão de consumo de um público, pois publicam em suas redes sociais benefícios de um serviço ou mercadoria que, muitas vezes, tais efeitos benéficos são inexistentes, afinal o “influencer” está sendo pago para falar bem, mesmo que seja uma propaganda enganosa. Logo, um dos impactos dos influenciadores digitais é o aumento da compra sem necessidade, sendo motivada pela influência desses.
Outrossim, vale ressaltar como o prejuízo ao consumidor acontece. Nesse sentido, a divulgadora científica Gabriela Bailas expõe em um vídeo no seu canal do Youtube a conjuntura em que blogueiras do Instagram recomendam aos seus seguidores o consumo de vitaminas em cápsulas, entretanto, tal recomendação deveria ser feita apenas por profissionais, já que vitaminas possuem efeito metabólico no corpo humano e, quando não faz-se necessário, pode ser prejudicial à saúde. Dessa forma, esse panorama exposto é uma forma pela qual os influenciadores digitais impactam, negativamente, seus seguidores.
Influenciadores digitais, portanto, possuem efeitos na decisão de consumo e é necessário que medidas controlem isso. Para isso, cabe ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) freiar a publicidade feita por figuras públicas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, que vise a proibição da vinculação entre influenciadores digitais com marcas e empresas, com a finalidade que a população não seja mais manipulada em relação ao consumo. Dessa forma, espera-se conter os impactos que influenciadores digitais possuem no ato de consumir.