Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 06/10/2021

Com a ampliação das relações interpessoais propiciada pelo avanço tecnocientífico, a manipulação do indivíduo perante a tecnologia se tornou um fato frequente na modernidade. Consoante a isso, os chamados influenciadores digitais possuem um impacto na adequação de decisões da sociedade, principalmente, em relação ao consumo exagerado. Destarte, é inadmissível que tal contexto persista, urge, portanto, averiguar a influência das mídias sobre a população, e também a negligência estatal frente ao tema.

Sob essa perspectiva, torna-se importante destacar como as redes sociais interferem no comportamento humano. Isso acontece, pois, em virtude da sua alta capacidade de persuasão, os orientadores digitais, por meio dos mecanismos informacionais, dispõem de um elevado poder de arquitetar condições perfeitas e favoráveis. Tal fator propicia, nos indivíduos, com o auxílio de publicidades, as quais propagam o ideal do prazer aliado à lógica consumista, o anseio em adquirir produtos exageradamente. Assim, os brasileiros se alinham ao pensamento filosófico de Immanuel Kant “Só somos felizes pelo que não precisamos ter”, na medida em que são influenciados pelo capitalismo midiático.

Outrossim, é crucial salientar a culpa do Estado na perpetuação de entraves envolvendo a alienação da comunidade. Dessa maneira, congruente a Émile Durkheim: “Os laços sociais são as normas que todos aprendem a respeitar e que sem eles tudo seria um caos”, com isso, nota-se a essencialidade de uma regulamentação social para o controle e bem-estar da população. Entretanto, a displicência do governo corrobora para a desordem, devido, basicamente, à carência de um respaldo estrutural com o intuito de estimular o senso crítico dos cidadãos. Logo, a escassez de políticas públicas que viabilizem mitigar o problema da manipulação do corpo social, como a proliferação de campanhas que estimulem a reflexão sobre qualquer ideal pregado por outrem, dificulta substancialmente a construção de um país mais prudente.

Em síntese, convém elaborar medidas que objetivem intervir sobre os impasses apresentados. Por conseguinte, compete ao governo federal, investir na criação de campanhas que busquem auxiliar os brasileiros no combate à manipulação diante do consumo. Isso pode ser feito por meio da implementação de palestras e debates públicos, nos mais variados meios de comunicação social (rádio, televisão, internet), tendo como enfoque levar os indivíduos a refletirem se o consumo de um determinado produto é de fato necessário. Sendo assim, tal ação possuirá a finalidade de despertar o senso crítico da sociedade para minimizar o poder dos influenciadores digitais nas decisões cotidianas.