Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 10/10/2021
O movimento de influenciadores digitais existe desde da década de 90. Iniciou com os blogs, que passaram a ser fotoblogs, e atualmente encontram-se os vlogueiros. Um influencer digital deve ter um alto número de seguidores, e com isso vem uma grande responsabilidade. Pois, o que eles divulgam podem ter inúmeras reações entre seu “followers”. Dentre elas, forte influência no comportamento de compras de seus seguidores, e alta relevância em comportamentos ligados as emoções.
Hodiernamente, no Brasil, os meios mais utilizados para acessar os influenciadores digitais são o youtube, facebook, instagram e twitter. Existem duas formas de influenciar um seguidor a seguir determinada marca ou comprar um item. A forma direta, onde a própria marca firma acordo com o “youtuber” e envia a ele o produto para que seja divulgado em seus vídeos; e a indireta onde a marca divulgada está exposta em uma roupa ou cenário, e o seguidor vê aquele item e nasce nele o desejo de comprar o mesmo item que o ídolo dele tem. Em uma entrevista na Tv Brasil, muitas pessoas relataram que já compraram coisas direcionadas pelo influenciador digital, e em sua maioria o fato daquele influencer está divulgando equivale ao mesmo que um selo de qualidade garantida. Em virtude disso muitas marcas estão investindo em influenciadores digitais para expor seus produtos, principalmente as de moda, games e conteúdos de humor que são os trends do youtube.
Além disso, existem os vlogueiros de conteúdo emocional. Como dito em uma entrevista com o professor Leandro Karnal, que recebe mensagens de pessoas dizendo que o conteúdo produzido por as ajudou a sair da depressão, mesmo que não tenha sido direcionado intencionalmente a isso. Demonstra a importância e responsabilidade do influenciar, pois a conexão criada por ele com seu seguidor é um para um, ou seja, quem o segue tende a se sentir um amigo ou alguém que tem forte ligação com o seu influencer, projetando assim grandes expectativas em cima de uma pessoa que ele não conhece na vida real. E isso é muito perigoso, porque da mesma forma que o vlogueiro tem o poder para construir a psiquê de uma pessoa e retira-la da depressão, ele também tem o mesmo poder para destruir sua alto-estima e deixa-lo em uma situação pior do que a que se encontrava anteriormente. Nesse caso, os seguidores se tornam consumidores de materiais de auto-ajuda e motivação.
Em suma, o ambiente virtual tem poucas leis e forte adesão do público jovem, podendo engendrar problemas financeiros e emocionais ao seguidor. Dessa forma, o legislativo, pode criar leis em relação a forma como a informação é veiculado por esses canais, por exemplo divulgar marcas aprovadas pela Anvisa, cuidado com a linguagem falada no conteúdo de cunho emocional. Assim, podem ser mitigados os casos de pessoas ofendidas ou lesadas por produtos de qualidade duvidosa exposto pelo influencer.