Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 09/10/2021
De acordo com o filósofo grego Aristóteles, o indivíduo virtuoso é aquele que, em busca da ética, realiza ações pautadas, majoritariamente, na busca pela felicidade. Entretanto, atualmente, devido à imposição de comportamentos sociais, a felicidade torna-se, cada vez mais, fruto do reflexo midiático-individual. Nessa perspectiva, faz-se necessária a discussão sobre os principais impactos relativos à problemática.
Convém destacar, primariamente, a intrínseca relação entre o espelhamento social e os hábitos de consumo comunitários. Assim, segundo o escritor marxista francês Guy Debort, mediante a modernização do modo de produção capitalista, o ser-social afasta-se, cada vez mais, do “ser”, aproximando-se, assim, do “parecer”. Nesse sentido, devido à busca por realização social, através do “parecer”, o indivíduo vê-se coibido, midiaticamente, ao consumo.
Ademais, faz-se necessário evidenciar o papel dos “influencers” como impositores comportamentais contemporâneos. Desse modo, mediante análise sociológico-histórica, observa-se que, com o passar dos anos, através dos mais diversos mecanismos sociais, novos comportamentos são inseridos em uma sociedade. Assim sendo, devido à modernização dos meios de comunicação, observa-se que, tais influenciadores adquirem um papel social antes restrito à mídia.
Portanto, mediante o exposto, torna-se nítida a urgente necessidade interventora. Para isso, é imprescindível que o Estado, seja através de políticas afirmativas, seja por meio de ações educativas, faz-se no papel de restaurar a valorização do eu-individual, visando, assim, a consolidação de uma sociedade autêntica, onde, enfim, o indivíduo se vê capaz de ser aristotelicamente virtuoso.