Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 13/10/2021
O início do século XXI, no Brasil e no mundo globalizado, foram marcados por consideráveis avanços científicos, dentre os quais se destacam as tecnologias de informação e comunicação (TICs). Desse modo, surgem os influenciadores digitais, pessoas na qual se expõe nas redes sociais e atrai um grande número de seguidores. Nessa perspectiva, infere-se que a exposição pessoal dessas pessoas, fomenta um desejo de equiparação do consumo por parte dos espectadores.
A priori, cabe analisar a superexposição do cotidiano de pessoas denominadas “influencers”. Segundo o filósofo Guy Debord, a sociedade do espetáculo é uma forma na qual pessoas deixam de viver suas próprias vontades e passa a agir de acordo com o espetáculo, isto é, reproduzem vontades que não são suas. Desse modo, para se adequar aos desejos da maioria, as pessoas influentes acabam negligenciando seus próprios anseios, em virtude dos desejos daqueles que os assistem.
Além disso, a visibilidade da vida dos influenciadores estimula um consumo direcionado. Isso se deve ao fato de que a publicidade é algo irreal e, ao mesmo tempo, acessível a aqueles que comprarem o produto em questão. Essa ideia é corroborada pelo filósofo Jean Baudrillard, na qual define o conceito de “Simulacro”: a representação da realidade é mais interessante que a própria realidade. Dessa forma, os “influencers” usam a sua visibilidade para fazer propaganda, influenciando nas decisões de consumo de seu público.
Urge, portanto, medidas efetivas para o combate da problemática. O Governo Federal deve criar programas de conscientização do consumo de produtos advindos da publicidade, promovendo postagens nas próprias redes, debates em ambientes escolares e acadêmicos, entre outros. Essa política deve incentivar uma maior criticidade em relação ao consumo, estimulando moderação. Assim, a realidade, do conceito de “Simulacro” de Baudrillard, será mais interessante que a sua própria representação.