Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 14/10/2021

“Não se sente mais a dor do outro.” Esse pensamento do filósofo Lipovetsky pode ser completamente relacionado a escassez da garantia dos direitos da criança e do adolescente. Infelizmente, ainda que existam campanhas empenhadas para educação no Brasil, atualmente está sendo a cada dia mais difícil proteger esses com a presença e normalização de inúmeros casos de violência física, psicológica e até mesmo explorações presentes na jornada infanto-juvenil. Logo, entraves precisam ser corrigidos.

Segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos, a maior parte da violência contra crianças e adolescentes, no Brasil, ocorre em suas residências. No entanto, é possível analisar que o passado de um agressor é carregado de circunstâncias que levaram ele ser assim, ou seja, tudo está relacionado a sua criação e que se passando adiante também se repetirá. É necessário que medidas sejam tomadas para que a punição agressora para “formação moral” dos filhos seja completamente um meio banido judicialmente.

De outro lado, no Brasil é possível identificar claramente o aumento da exploração infantil. Sendo assim, crianças e adolescentes deixam de lado os compromissos com os seus crescimentos educacionais e são obrigados a trabalhar para ajudar sua família. No entanto, com a falta do auxílio e da proteção muitos ficam expostos à situações de perigo nas ruas, podendo esses se juntar ao crime com a expectativa de uma vida melhor e falta de instrução.

Portanto, é necessário que a proteção dos menores seja levada urgentemente mais a sério e que mudanças aconteçam. Para isso, o governo juntamente a justiça brasileira deve, através da legislação, intervir sobre a realidade em que se encontra aquele jovem e apresentar soluções que o integre na sociedade, retomando assim seus direitos violados. Que campanhas, leis e direitos sejam reforçados a fim de garantir um maior controle com responsabilidade que a sociedade carrega em prol da formação desses pequenos. Logo, contrariando Lipovetsky poderá sim sentir a dor do outro.