Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 15/10/2021
Digital Influencer pode ser considerada a profissão mais cobiçada do momento, isso, pois, as vantagens de ganhar produtos/serviços de diversos setores de consumo enchem os olho de quem assiste. Contudo, com as vantagens, vem também a responsabilidade sobre o impacto que as publicidade feitas pelos influenciadores tem sobre seu público, resposabilidade essa que a maioria não tem, o que acarreta o aumento do consumismo, a “massificação dos gostos” e a banalização de certos serviços.
Esse impacto consumista gerado pelos influenciadores ocorre quando o consumidor compra aquilo não precisa, não quer ou não pode apenas por ver aquele produto sendo divulgado pelos influenciadores. Nesse contexto, acontece a “massificação dos gostos” que ocorre devido ao fato de que os influenciadores estão sempre divulgando os produtos/serviços que estão “na moda”. Por conseguinte, o tempo de uso desses se torna menor, já que o consumidor é bombardeado com imagens, propagandas iguais, o que ocasiona um cansaço sobre aquilo que está sendo vendido, caindo em desuso. Esses fenômenos podem causar vários problemas, tanto pessoais, como o vício em compra e o endividamento, quanto coletivos, como a enorme produção de lixo que o consumismo gera.
O problema se torna ainda mais sério, pois esses fenômenos citados atingem todas asáreas do consumo, de modo que serviços de grande seriedade são banalizados. Como ocorre no campo de serviços estéticos, por exemplo, no qual cirurgias plásticas, consumo de vitaminas/remédios passam a ser recomendados de forma imprudente por influenciadores. De maneira que pode atingir a saúde física e mental dos influenciados.
Tendo em vista o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman, no qual destaca que “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” e as problemáticas destacadas no texto, é necessário que haja uma conscientização da população acerca do consumismo, salientando os prejuízos que esse pode causar, que pode ser feita no âmbito escolar, nos espaços públicos e até mesmo nas redes sociais de contas de orgãos do poder público, como o de prefeituras. Ademais, outra frente a ser trabalhada para evitar os impactos maléficos nas decisões de consumo é a que trata da normatização das publicidades feitas por meios digitais, ou seja, é preciso que os influenciadores sigam regras tanto da plataforma digital usada, quanto as normas das relações de consumo do país, destacadas no Código de Defesa do Consumidor, com intuito de combater propagandas enganosas, recomendações em que o influenciador não é apto a fazer, a banalização de serviços de cunho importante para saúde das pessoas e seus prejuízos.