Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 16/10/2021

No ano de 2021, o famigerado jogador de futebol Cristiano Ronaldo, ao recusar uma garrafa de refrigerante da marca Coca-Cola em rede internacional, fez com que a empresa em questão sofresse um prejuízo de bilhões de dólares devido à queda imediata de vendas de seu produto após o ocorrido. O caso apresentado demonstra o poder que pessoas influentes como Cristiano exercem sobre o mundo ao seu redor e a responsabilidade a elas recaída ao tornarem-se foco de tamanha fama e repercussão. Nesse sentido, deve-se haver o debate acerca da credibilidade dos influenciadores digitais e como ela afeta as decisões de consumo da população. Primeiramente, é importante ressaltar que a massa é controlada por pessoas, em sua maioria, desprovidas de qualquer interesse acerca da qualidade dos produtos divulgados por elas nas redes sociais. Isso ocorre pois um influenciador digital, ao incentivar seus seguidores a consumirem determinado produto, não o faz por realmente aprovar aquilo que está sendo divulgado, mas por receber uma quantia considerável pela publicidade de tal. Assim, tendo em vista a circunstância apresentada, corrobora-se a frase do escritor George Orwell: “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Outrossim, é de grande valia destacar que a utópica vida perfeita exposta pelas grandes personas do mundo digital é um dos fatores que promovem o desenvolvimento doenças psicológicas nos indivíduos que os acompanham. De acordo com o que os influenciadores pregam, o constante sorriso no rosto só pode ser alcançado pelo consumismo. Assim, a comparação feita entre uma vida “glamourosa” e excêntrica mostrada nas redes e a vida real de uma pessoa qualquer, a leva ao sentimento de insuficiência, podendo acarretar em transtornos como ansiedade e depressão. Em suma, metodologias ativas devem ser colocadas em prática para amenizar a problemática discutida. Desse modo, urge que o Ministério da Tecnologia, promova, por meio do devido direcionamento de verbas estatais, a criação de campanhas digitais, como vídeos e postagens, objetivando a conscientização dos influenciadores acerca de sua responsabilidade para com seu público. Embora a proposta não mitigue o problema completamente, apresenta um caminho viável rumo a uma sociedade virtual mais verdadeira e saudável psicologicamente