Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/10/2021

Os influenciadores digitais motivam os indivíduos a obterem bons hábitos e a praticarem o autocuidado. Contudo, ao exercerem sua influência, causam impactos negativos nas decisões de consumo da sociedade, haja vista que à medida que realizam propagandas, criam a falsa sensação de que o telespectador necessita daquele produto, o que pode fazer com que o seguidor adquira  atos consumistas. Além disso, diversos digitais influencers não utilizam o produto que fazem a publicidade, mas atribuem o corpo perfeito ao seu uso; tal fato não só aliena as pessoas, mas também promove a insegurança, visto que irão utilizar a mercadoria e não atingirão o resultado esperado.

Nessa perspectiva, inúmeros influenciadores digitais aproveitam do poder de persuasão para vender o próprio produto. A influenciadora digital Virgínia Fonseca criou, recentemente, sua marca de cosméticos e usufrui da sua influência nas redes sociais para propagar a ideia de que seus dermocosméticos são os melhores, e que as mulheres precisam deles. Dessa maneira, diversos seguidores adquirem os itens mesmo sem deter uma real necessidade, o que pode desencadear o consumismo, pois se o indivíduo é manipulado dessa forma ele terá a tendência  de sempre comprar, em virtude das publicidades.

Ademais, uma grande parcela dos blogueiros não usam as mercadorias que recomendam. A digital influencer Flayslane Rayane realizou uma intervenção cirúrgica para reduzir a gordura abdominal, entretanto atribuiu o fato de estar com o abdômen definido a um gel redutor de medidas. É evidente que o gel não surtiu  efeito e sim o procedimento estético, porém muitas pessoas acreditam e utilizam o produto com a esperança de que irá conseguir o mesmo resultado, ao não conseguir, acabam além de se frustrarem ficando inseguras, já que pensam que apenas elas não alcançaram um bom resultado.

Portanto, cabe às instituições escolares promoverem palestras acerca da manipulação exercida pelos blogueiros para a venda de produtos, por meio da contratação de especialistas no assunto, a fim de ensinar às pessoas desde a juventude a ter senso crítico em relação às publicidades e não obterem algo apenas por influência de alguém e, consequentemente, evitar  o desencadeamento do consumismo. Outrossim, as plataformas digitais devem exigir que influencers digitais que fazem a mercantilização de produtos de beleza sinalizem que já fizeram intervenções estéticas, quando for o caso, por intermédio do texto ou vídeo publicitário, com a finalidade de informar aos seguidores que apenas um cosmético não terá a eficácia igual a uma cirurgia. Assim, os indivíduos não serão persuadidos e os influenciadores digitais não vão impactar de forma negativa nas decisões de consumo do corpo social.