Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 27/10/2021

Olhando a história, perceber-se que a influência que um indivíduo exerce sobre o outro se fez muito presente: na Idade Média, padres influenciavam seus seguidores a comprar amuletos que prometiam fazer milagras, em nome da fé. Já na modernidade, a realeza ditava o que era o certo a se vestir para estar na moda, devido ao seu alto poder aquisitivo. Nos dias atuais, pode ser feito um paralelo com os “digitais influencers”, visto que esses, conseguem atingir pessoas que gostam deles (seguidores) e exercer seu poder sobre eles, principalmente quando se trata do consumismo e da indústria do consumo que a permeia, podendo afetar negativamente o psicológico das pessoas .

Sobre a indústria, em meados do século passado, a Escola de Frankfurt, possuindo como seus principais expoentes nesse assunto Adorno e Horkheimer, discorreram acerca de como ela induz as pessoas a comprar para se sentirem bem. Isso acaba criando uma visão de que precisam desses produtos para serem felizes e se relaciona com a atual situação das redes sociais, nas quais pessoas postam partes de suas vidas, que muitos desejam ter, e vendem produtos para que outras tentem se parecer mais com elas e suas vidas.

Como prova disso, segundo o site “Metrópoles”: “Só no ano passado, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados pelas marcas. E esse número deve dobrar em 2018, criando um mercado estimado em cerca de US$ 1,7 bilhão.” Um exemplo dessa situação reflete-se na influenciadora Letícia Coelho, que divulgando seus “looks” para seus seguidores e vendendo peças de roupas parecidas, conseguiu consolidar sua marca de vestimentas. Esse caso demostra bem o mundo atual, onde pessoas, através de redes sociais, conseguem criar uma carreira promovendo o consumo e se colocando como base.

Portanto, é nítida a relevância que os influenciadores possuem sobre muitas pessoas: estimulando o consumo através das redes sociais, atraindo diversas marcas como patrocinadoras, fomentando a indústria do consumo e acarretando até em problemas psicológicos nos consumidores. Para evitar esses problemas, os governos do mundo devem se reunir, com auxílio da Organização das Nações Unidas (ONU), para criar campanhas de conscientização, visando a aceitação, por parte das populações, de suas vidas. Além disso, devem ser criados centros de ajuda, tanto físicos como virtuais, para o atendimento dessa parcela que se sente desamparada em buscar um padrão de vida e não alcançá-lo. Como no outro, este procura promover a aceitação pessoal.