Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 28/10/2021

Na comédia romântica “Ele é Demais”, filme originalmente produzido pela Netflix, a personagem principal relata uma vida sublime em sua rede social, transparecendo aos seus seguidores informações que não coincidem com sua realidade. De maneira análoga a isso, influenciadores digitais implicam fortemente no consumismo exagerado e na ilusão do estereótipo perfeito.

Em primeira análise, evidencia-se que o consumismo é algo extremamente presente no Brasil. A Opinion Box realizou uma pesquisa com cerca de 2 mil brasileiros, tendo como resultado 67% dos usuários que seguem influenciadores, e 18,5% que são muito influenciados por famosos na hora das compras. Na pandemia, esse fenômeno se destacou satisfatoriamente, e o Instagram como principal plataforma de vendas, destacou-se ainda mais, fazendo com que o mesmo tenha o melhor engajamento através de stories e reels, no qual os seguidores são facilmente seduzidos pelos produtos. Dessa forma, influenciadores têm grande culpa no consumismo exagerado.

Além disso, é notório a existência da falsa realidade, a ilusão do que é belo, visto que grande parte dos influenciadores possuem o cabelo bonito, o corpo sarado, a pele impecável, e etc. A verdade é que não há verdade nisso. Walfrido Gomes citou: “É preciso muita cautela ao analisarmos o conceito de beleza. Às vezes as aparências enganam ”. Consoante a isso, toda essa plenitude serve na maioria das vezes como uma película que esconde sua real versão.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o impacto das decisões de consumo, causadas por influenciadores digitais. Em vista disso, cabe que os próprios indivíduos se conscientizem, através de pensamentos sinceros, a fim de analisarem se realmente é válido tal ação.