Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 08/11/2021

No ano de 2020 a Netflix lançou a série ‘‘O Gambito da Rainha’’, que conta a história de uma órfã prodígio em xadrez. Após a divulgação desse conteúdo, houve um aumento do consumo virtual e físico do jogo. Todavia, esse consumismo gerado por influência não acontece somente no ‘‘streaming’’, mas também em redes sociais como o Facebook e o Instagram, motivado pelos influenciadores digitais. Entretanto, o impacto que essas pessoas causam nas decisões de consumo pode incentivar a visão de indivíduos como objetos e a compra de produtos falsificados.

Sob tal ótica, nota-se que os influenciadores digitais, por serem detentores de grande prestígio na internet, são capazes de convencer usuários a comprar diversos produtos, muitos deles desnecessários, o que pode tornar a pessoa um objeto. Nesse sentido, a banda Racionais, em sua música ‘‘Da ponte para cá’’, diz que para a sociedade atual o que importa não é ‘‘ser’’ e sim ‘’ter’’. Dessa maneira, os cidadãos são definidos pelos objetos que eles possuem e começam a consumir não o que é essencial, mas sim os produtos que mais estão sendo divulgados pelos ‘‘influencers’’, pois, atualmente, são eles que inserem o indivíduo nos circulos sociais.

Além disso, o ato de convencer o consumidor a comprar determinado produto pode ajudar uma marca ou empresa a crescer, em contrapartida, a alta demanda por esse item pode auxiliar na criação de sua versão falsificada. Nesse contexto, muitas das marcas divulgadas, como a Kyler Jenner e a Apple, são de alto valor e, com isso, as pessoas recorrem para a compra de produtos falsificados, que, como mostrados pelo documentário ‘‘Desserviço ao consumidor’’ podem apresentar desde uma má qualidade até componentes que prejudicam a saúde. Assim, ocorre não apenas uma má decisão de consumo, mas também fomenta o mercado paralelo devido a compra de produtos não originais.

Logo, a fim de tornar o impacto dos influenciadores digitais nas decisões de consumo algo bom, é preciso discernimento do que é vantajoso para o consumidor e o que não é. Para tanto, os próprios influenciadores, por meio de suas redes sociais, devem alertar o público sobre os perigos da utilização de itens falsificados e incentivar os seus seguidores a fazerem compras de forma consciente, ou seja, eles devem comprar o que realmente querem e não o que a sociedade impõe. Dessa forma, apesar da sociedade continuar a ser influenciada, será de forma positiva e não prejudicial.