Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 07/11/2021

Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercados em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse ínterim, surge as influências virtuais como forma de priorizar o consumo exacerbado. Com isso, ganha destaque os blogueiros na rede social, com a divulgação de suas opiniões que ditam tendências na sociedade civil. Portanto, o “digital influencer” tornou-se ferramenta essencial para o mercantilismo do século XXI.

Nesse sentido, observa-se que a curiosidade movimenta os blogs digitais na contemporaneidade. Segundo a Tábula Rasa de Jonh Locke, nascemos como uma folha em branco, sem conhecimento e o adquirimos por meio da experiência. Consoante ao filósofo, a busca por novidades encaixa-se na teoria mencionada, uma vez que parcela da população acessa os blogs pela procura das inclinações sociais direcionadas à moda, à beleza, ao esporte e mais uma gama de opções. Desse modo, esse usuários, após adquirirem conhecimento sobre tais quesitos tendem a adotá-los como forma de inserção no modo “melhor status” social. Logo, os influencia virtual atua sobre o poder de compra dos internautas brasileiros.

Paralelamente a isso, destaca-se os “digitais influencers” estrangeiros como impulsionadores de um consumo desalinhado com a realidade financeira de cada cidadão. De acordo com Sérgio Buarque de Hollanda, o brasileiro é suscetível a influencias estrangeiras. Denota-se um estímulo à compra desnecessária de marcas importadas como Nike, Adidas pelos usuários das redes socias que acreditam na felicidade oriunda da ideia de posse de mercadorias vistas nos blogs pelos famosos fotografados por blogueiros em ocasiões como desfile ou mesmo em situação de descontração. No entanto, há momentos em que o usuário não possui poder aquisitivo para adquirir o bem, o que o leva ao constrangimento. Portanto, o estrangeirismo somado à influencia virtual agrava o bem estar social.

Destarte, é imperativo que novos influenciadores surjam, com uma nova proposta de consumo, por meio da divulgação de uma aquisição de produtos mais consciente e sustentável, a fim de minimizar a atividade consumista já existente entre os internautas. Ademais, competem aos blogueiros não só a conscientização de seu poder de persuasão, mas também a mudança da tendência de consumo associada as suas postagens, por meio de stories mais humanizados e menos comerciais, com o intuito de mudar a mentalidade alienada aos produtos importados no Brasil. Dessa forma, a virtualidade e o capitalismo desenvolverão de forma mais harmônica no país.