Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 07/11/2021
Na obra cinematográfica Clube da Luta, de 1999, percebe-se a crítica ao consumismo que a sociedade contemporânea é cativada a exercer freneticamente devido ao estilo de vida que é reverenciado como sendo sinônimo de sucesso. Além disso, a obra tece críticas as pessoas que alimentam e as pessoas que alimentam essa ideia. Posto isso, é perceptível visualizar que os influenciadores digitais possuem um papel importante na sociedade contemporânea, uma vez que eles são responsáveis por subjugar seus seguidores ao estilo de vida consumista que é, na maioria das vezes, irracional e não saudável.
De acordo com os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, a sociedade ocidental capitalista é dotada da razão instrumental. Segundo eles, esse conceito remete a ideia de que a razão contemporânea é marcada por uma baixa capacidade de pensamento crítico e, sendo assim, os indivíduos são facilmente manipuláveis pelo sistema, ficando facilmente sujeitos ao estilo de vida de um consumismo desenfreado que é impulsionado ainda mais nas mídias digitais por influenciadores que contam com um público gigantesco.
Seguindo o mesmo conceito de razão instrumental, surge a Indústria Cultural, nome formulado pelos frankfurtianos para designar a transformação da cultura em mercadoria que será, posteriormente, vendida e consumida pela sociedade. Dessa forma, torna-se evidente que esse consumo dantesco e sem precedentes é responsável pela padronização dos indivíduos e, também, pela valorização de coisas superficiais e de pouca relevância, ou seja, o corpo social é marcado por uma alienação de seus integrantes perante os meios digitais e midiáticos.
A fim de evitar o consumo irracional e inconsequente que é impulsionado pelos influenciadores digitais, urge uma atitude mais enérgica das redes sociais. As empresas como Instagram, Facebook, entre outras, deveriam tomar medidas que visem reduzir o marketing que os influenciadores propagam, através de limitações de campanhas publicitárias ou até mesmo reduzir a relevância desses perfis que promovem freneticamente propagandas de produtos e empresas. Dessa maneira, o consumismo absurdo seria, gradualmente, combatido e reduzido.