Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 14/11/2021

Influenciador. Propaganda. Consumo. Essas são questões que caracterizam o problema do impacto que os influenciadores tem nas decisões de consumo da população brasileira, uma vez que eles movimentam bilhões de dólares para as grandes marcas através das redes sociais. Diante desta perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude do consumismo e da priorização de interesses financeiros.

Em primeiro plano, é preciso antentar para o consumismo presente na questão. Nesse sentido, o conceito de “sociedade de consumo” se torna bastante útil, pois é um termo utilizado para designar a sociedade que se caracteriza pelo consumo massivo, uma causa latente na questão da persuasão dos “influencers”. Platão contribui para a discussão ao definir que o amor (eros) era o desejo por aquilo que não se tem. Desta forma, percebe-se uma analogia entre o amor platônico e o cunsumo, gerando, então o consumismo, que é consequência direta da influência das redes sociais.

Em seguimento disso, surge a questão da priorização de interesses financeiros que intensifica a gravidade do problema. Theodor Adorno, filósofo da escola de Frankfurt, cunhou o conceito de indústria cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante disso, problemas como a tomada da decisão de consumir por conta da influência dos “bloguers” florescem em virtude  dos interesses financeiros. Assim, tem-se a objetificação das práticas sociais como consequência.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual do problema. Como solução, é preciso que ONG´S especializadas no assunto, em parceria com o governo federal, elaborem cartilhas sobre os influenciadores digitais e seu impacto no consumo. Tais cartilhas devem estar disponibilizadas nos veículos da mídia, com ênfase nos centros urbanos. O objetivo deve ser abordar o impacto do consumismo e sugerir métodos alternativos de consumo, que não intensifiquem a questão.