Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 15/11/2021
Ao longo de toda história brasileira, diversos entraves foram encontrados na tentativa de desenvolvimento da nação. Nesse aspecto, no cenário atual, é importante destacar os impactos negativos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo da população, fato que culmina em graves mazelas, como a alienação do cidadão. Dessa forma, verifica-se a configuração de um grande problema de contornos específicos, em virtude do passividade midiática e da inobservância estatal.
Nesse contexto, constata-se que o consumismo, devido a influência de figuras públicas, encontra terra fértil no silenciamento midiático. Analogamente, conforme o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse viés, observa-se que a mídia, - a exemplo das redes sociais -, ao invés de promover discussões que elevem o nível de informação da população acerca de temáticas relevantes na sociedade, influencia, na continuidade do consumo exacerbado. Isso é observado, uma vez que, essas redes, bem como suas figuras públicas, usam desse espaço virtual, a exemplo do “Tik-tok” e “Instagram”, como forma de alavancar as vendas de produtos supérfluos, como kits de maquiagem e outros produtos de beleza, em vez de - aproveitando do potencial de alcance desse meio - militar em prol de temas realmente relevantes ao progresso social. Consequentemente, isso reforça a alienação da coletividade, o que faz o indivíduo se tornar, cada vez mais, alheio às questões imprescindíveis sobre alteridade e sororidade.
Ademais, cabe salientar que o agravamento do meio digital nas decisões de consumo deriva, ainda, da baixa atuação governamental, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Semelhantemente, Segundo o filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado é o principal responsável por analisar e tomar as atitudes cabíveis para garantir o bem-estar e harmonia referente aos integrantes de sua nação. Entretanto, no Brasil, observa-se justamente o contrário, uma vez que a escassez de ações e projetos que abordem essa temática consumista, somados à ausência de políticas públicas eficientes, contribuem para que a ideia seja pouco difundida nos mais diversos setores da sociedade. Dessa forma, uma das consequências observadas é a manipulação do comportamento dos usuários das redes sociais, inclusive de crianças, que têm seus sensos críticos reduzidos.
Portanto, Com o objetivo de conscientizar a população e de atenuar a má influência das mídias em suas decisões de consumo, cabe ao governo federal, juntamente com empresas privadas, a exemplo do grupo “META” , financiar inserções publicitárias nessas redes sociais, por meio de verbas governamentais. Com isso, essa ação deve questionar os usuários sobre a aquisição massiva de produtos supérfluos e os rumos de uma sociedade consumista contrários ao pleno desenvolvimento.