Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 07/12/2021

No livro Duna, de Frank Herbet, é possível perceber a grande responsabilidade que o líder Paul Atreides tem com seus liderados. Na realidade brasileira, esse mesmo compromisso deve existir quando se fala dos influenciadores digitais e seu grande poder de incutir em decisões de consumo, que afeta diretamente o senso crítico do consumidor. Desse modo, uma problemática se molda em virtude da má influência midiática que leva ao consumismo exacerbado.

Sob esse viés, pode-se apontar como fator determinante a falta de responsabilidade por parte das figuras públicas com seu público alvo. Segundo George Orwell, “A mídia controla as massas”. Tal controle é nítido quanto ao peso que as opiniões das celebridades têm sobre a compra, estilo de vida e posicionamento das pessoas; visto que opiniões manipuladas e com omissão de informações tornam o produto mais atraente do que ele realmente é, induzindo a ânsia pela sua compra. Assim, urge que a mídia se responsabilize pelo comportamento que provoca na sociedade.

Ademais, essa falta de transparência leva ao excesso de consumo. Para Zigmunt Bauman, “O problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo”. Nessa lógica, percebe-se o perigo de tal desejo, que é gerado pelo impacto dos influenciadores nas decisões dos indivíduos, visto que a ideia de inovação - tão presente na atualidade, juntamente com a de “ter” antes de “ser” requer das pessoas uma constante atualização de bens materiais. Por isso, é preciso atuar sobre a mentalidade consumista para resolver o dilema.

Portanto, tais entraves precisam ser solucionados. Para isso, o Facebook deve criar uma série de transmissões ao vivo, por meio de entrevistas e debates sobre os criadores de conteúdo e seus compromissos éticos com a sociedade, a fim de reverter a falta de sinceridade com a população. Tal ação pode, ainda, contemplar o envio de materiais em PDF com resumo das aulas. Paralelamente, é preciso intervir sobre o teor consumista presente no problema. Para isso, a Netflix deve criar o documentário, por meio da divulgação dos impactos dessa prática, a fim de reverter essa mentalidade. Assim, a seriedade com a qual Paul encara seu poder de influência será também praticada pelos líderes do meio digital.