Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 09/02/2022

Segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no começo do século XXI o Brasil tornou-se um país plenamente urbanizado, isto é, a maioria da população começou a viver nas cidades. Paralelamente, a Revolução Técnico-Ciêntífico-Informacional dava seus primeiros passos na construção de um mundo integrado e dependente. Tais fatos, no entanto, deram destaques aos chamados “influenciadores digitais”, que expõe um padrão de vida inalcançável e promovem o consumismo exacerbado.

Em primeiro lugar, é necessário analisar a imposição de culturas presente em nesses nichos sociais. Na obra “O mito da beleza”, a jornalista Naomi Wolf discute as transformações sociais que culminaram em um estilo de vida padrão, segregando e diminuindo a variedade cultural das minorias, estas que se sentem pressionadas a encaixar-se nesse sistema excludente, irreal e problemático.

Mormente, a constante propagandização nas redes sociais com engenharias de pagamento rápido e a lavagem cerebral apoiada na criação da necessidade de compra, geram a sociedade do consumo. De acordo com o livro “A Indústria Cultural”, os filósofos da Escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, esclarecem essa ultilização de mecanismos coercivos de maneira velada, introduzindo aos poucos no subconsciente coletivo até a normalização da prática.

Depreende-se, portanto, formas de combate a este óbice social. Para tanto, o Ministério de Educação e Cultura (MEC), poderia implementar a obrigatoriedade de estudos sociológicos na problematização em fóruns de redes sociais, visto que tal empecilho influencia hegemonicamente os jovens. Ademais, o governo federal, em parceria com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, poderia promovê-lo como órgão fiscalizador de propagandas irresponsáveis, a fim de punir os envolvidos e evitar mais complexos problemas a essas camadas sociais. Só assim, será feita uma comunidade mentalmente saudável aos moldes de Adorno, Horkheimer e Naomi Wolf.