Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 11/02/2022

Influência. Consumo. Comparação. Vendas. Lucro. Esses são contornos que caracterizam o problema do impacto nas decisões consumistas pelos influenciadores digitais na sociedade brasileira, uma vez que indivíduos, de todas as faixas etárias, têm sua vida impactada, direta ou indiretamente, pelos chamados “digital influencers”. Esse impacto pode e é, por vezes, negativo. Nessa perspectiva, vale-se discutir acerca de pontos que envolvem a problemática, são eles: a maximização dos lucros visada por produtores e influenciadores e a constante perfeição aparentada por eles nas redes sociais.

Precipuamente, é fulcral pontuar o fato do lucro ser a máxima almejada pelos influenciadores. Conforme o pensador Karl Marx, em um mundo capitalizado, os valores morais e éticos são ignorados quando se trata da busca pelo lucro. Logo, a maximização é o principal objetivo dos mesmos. Dessa maneira, visando o retorno financeiro advindo de suas publicidades. eles influenciam, sem consciência, milhares e até milhões de pessoas a tomarem a decisão de comprar os produtos que anunciam. Nesse sentido, tentados pela falsa necessidade de adquirir o produto, consomem por status o que leva o grau de consumismo entre a população a aumentar rapidamente.

Ademais, é imperativo ressaltar a constante perfeição mostrada nas redes sociais como fator problemático.  O livro “A sociedade do espetáculo”, de Gry Debord, discute a teoria de que todas as pessoas vivem em uma performance constante e sempre aparentam a perfeição. A teoria pode ser aplicada na sociedade atual uma vez que “espetáculos” são criados nas redes sociais, diariamente, com a finalidade de atrair a atenção do público para suas vidas até que os mesmos desejem tudo que eles possuem, incluindo os  exclusivos produtos indicados. Desse modo, essa influência está ligada diretamente à valorização de bens materiais, fama, status social e dinheiro que podem levar os influenciados ao consumo exacerbado e, muitas vezes, desnecessário.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para resolver o impasse. Assim, o Ministério da Cidadania, em parceria com os governos estaduais, deverá propor a criação da campanha “Ser é melhor que ter” por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados. Tal campanha contará com a participação de psicólogos e terá como objetivo principal a explicação acerca da má influência e seus impactos e também da importância do consumo consciente não só para o meio ambiente mas para as nossas vidas. Os psicólogos criarão perfis no “Instagram” de conscientização, realizarão “lives” semanalmente e farão postagens diariamente. Espera-se, com essas medidas, que cada vez menos os influenciadores tenham influência nas decisões de consumo dos “influenciados”.