Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 23/02/2022
Com o advento da terceira Revolução Industrial, diversos fatores contribuíram para o crescimento do consumismo em todo o mundo, devido à superprodução e alta influência através de anúncios e propagandas. Na perspectiva atual do Brasil, faz-se presente os influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o uso de ferramentas e truques psicológicos e o consumismo induzido.
Em primeira análise, evidencia-se o abuso de “gatilhos mentais” e truques psicológicos para persuadir o público influenciado. Sob essa ótica, a própria rede social “Instagram” armazenou dados de cerca de 12,9 milhões de postagens por patrocínio, que indica uma grande alta no mercado econômico e digital. Desta forma, a quantidade de pessoas criativamente qualificadas cresce através das mídias coletivas de acordo com suas motivações e objetivos, que podem ser utilizados da maneira que seja mais viável para concluí-los.
Além disso, é notória as consequências desses objetivos, que com frequência, se tornam extravagantemente gananciosos, não se preocupando com seu público e induzindo o consumismo. Em vista disto, é possível citar a afirmação de Jean-Jacques Rousseau, que diz “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”, constatando que a escravidão mental pode impedir a busca pelo excelso cognitivo. Consoante a isto, deve ser dito que cada pessoa tem sua forma de pensar, tangendo a singularidade de ideias e a engenhosidade da reflexão.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o controle dos influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Dessa maneira, cabe à mídia e à Secretaria de Governo Digital (SGD) promover o bem-estar nas redes sociais, por meio de algoritmos construídos para identificar palavras-chave que podem apresentar tendências consumistas dentro de postagens e retirá-las de circulação ou limitar seu alcance, de modo a evitar surtos coletivos de consumo. Somente assim, será rejeitada a possibilidade de um surto consumista, como aconteceu na terceira Revolução Industrial.