Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 21/03/2022

A Revolução Industrial trouxe, de forma global, mudanças significativas em vários âmbitos da sociedade. Algumas delas foram o desenvolvimento dos meios de comunicação e, posteriormente, o surgimento da internet. Pode-se considerar que, atualmente, tais recursos movimentam o comércio e garantem a monetização de várias empresas. Além disso, um novo estilo de vida, denominado Influenciador Digital, tem contribuído na procura e venda de diferentes produtos. Apesar da ideia renovadora, essa nova profissão também gera resultados negativos, tais como um ciclo de consumismo e a venda de produtos direcionados à estética, que prometem resultados irreais.

Em primeira análise, vale ressaltar o poder de persuasão que os influenciadores digitais possuem para conduzir os indivíduos ao consumismo. Paralelo a isso, George Orwell afirma que “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”, isto é, a necessidade de consumo não é individual, na verdade os cidadãos são controlados e é isto que mantém a lucratividade.

Ademais, tem sido comum a divulgação de produtos estéticos que possuem rótulos falaciosos, a fim de enquadrar as pessoas em padrões físicos inalcançáveis. É incontável a quantidade de influenciadores com corpos projetados por cirurgias plásticas anunciando mercadorias de marcas que prometem um corpo igualmente padronizado. Analogamente, a jornalista Marisa Sanematsu afirma que a mídia, como transmissora de informações, possui o poder de selecionar e hierarquizar temas, ou seja, é de responsabilidade dos divulgadores, filtrar e compartilhar informações e produtos verificados por profissionais da saúde.

Destarte, medidas são necessárias para amenizar o desserviço que alguns influenciadores digitais vem cometendo para a sociedade. Portanto, urge ao Ministério das Comunicações - órgão responsável pelas mídias- barrar quaisquer tipos de informações e produtos falsos que venham ser espalhados no meio digital. Para isso, deve-se impor advertências a quem cometer tais transgressões e aos fornecedores, com o objetivo de evitar o ciclo do consumismo, bem como a ilusão sobre determinada mercadoria.