Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 11/03/2022

Desde o início do processo de globalização, ficou claro que o desenvolvimento tecnológico facilitou ainda mais a circulação de dados, principalmente com o desenvolvimento das redes sociais. No Brasil, o ramo comercial está diretamente ligado com o mundo digital, visto que a divulgação de influenciadores digitais acaba interferindo nas decisões de consumo da população. Desse modo, é perceptível que o mau uso do poder midiático acaba influenciando e impulsionando o consumismo excessivo, e consequentemente a degradação ambiental.

Há quem duvide do poder de influência dos meios de comunicação. No entanto, tais artifícios já foram responsáveis pela queda do absolutismo no século XVIII, a partir da divulgação dos ideais iluministas. No período atual, as estratégias de “marketing”, acabam usando influenciadores digitais na divulgação de determinado produto, com o intuito de causar no público alvo a sensação de necessidade de obter o mesmo. Isso acaba gerando e transmitindo uma mensagem de que sua aceitação na sociedade está condicionada ao fato dele possuir ou não aquele determinado item, o que acaba gerando um ciclo interminável de consumo.

Por conseguinte, a demanda excessiva por determinadas mercadorias, acaba acarretando a exploração intensiva e irresponsável dos recursos naturais, mostrando com isso a responsabilidade do homem no processo de degradação ambiental por meio de pequenas atitudes. Segundo o filósofo Demócrito, o animal se torna mais sábio do que o homem por conhecer a medida de sua necessidade, enquanto o homem só a ignora. Vale destacar a crescente produção e descarte inadequado do lixo como resultado do elevado consumo, que foi influenciado pelo “padrão” de consumo implantado pela mídia.

Portanto, é notório que medidas administrativas devem ser tomadas. Segundo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação (MEC), juntamente com o Ministério da Justiça, devem inserir nas escolas,por meio de investimentos, palestras ministradas por profissionais, que debatam o combate ao consumismo excessivo. Para que com isso a sociedade se desprenda de determinadas atitudes e não viva na realidade das sombras, como na alegoria da caverna de Platão.