Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 15/03/2022
No Brasil contemporâneo, a vida nas redes sociais tem se sobressaído em detrimento à vida real. Isso se deve, sobretudo, ao poder que os influenciadores digitais possuem em um simples “stories”. No entanto, a sociedade é levada à alienação e ao consumismo exagerado. Logo há a necessidade de ações da própria mídia, visando ao enfrentamento do problema.
Em primeiro lugar, é fato que o trabalho dos influenciadores digitais, como o próprio nome já diz, é influenciar, o que por si só carrega uma enorme responsabilidade, visto que a sociedade atual não tem opnião formada e é facilmente alienada. Sob esse viés, a Escola de Frankfurt, por meio da Teoria Crítica, diz que a mídia é um instrumento de dominação das massas. Dessa forma fica claro que, as pessoas tendo certa admiração pelos “influencers” que seguem, serão cegamente alienadas e levadas a pensar da mesma forma, seja no âmbito comercial, com produtos ou serviços, ou até mesmo no campo político, religioso ou social.
Outro fator diz respeito ao consumismo exagerado que os influenciadores transmitem aos seguidores, uma vez que seus perfis nas redes sociais demonstram uma vida perfeita com acesso a tudo que gostariam, sejam bens materiais ou serviços. Nesse sentido, é comprovado o conceito de cultura de massa, dado que o foco é a geração de produtos para consumo. Dessa forma, os seguidores, influenciados pelas pessoas que seguem, compram tudo o que é postado, na maior parte das vezes sem necessidade, apenas para ter o produto igual ao do outro, e não percebem o mercado por trás dos influenciadores, que incute nas pessoas o exagero nas compras.
Portanto, é preciso que os “digital influencers”, ponderem o que falam em suas redes e saibam o peso que carregam em influenciar as pessoas, além disso é necessário que a mídia, por meio dos próprios influenciadores e “youtubers”, falem acerca da consciência ao consumir, com o intuito de conscientizar a população a não comprar desenfreadamente, tudo isso a fim de que a sociedade entenda que a vida real é mais importante do que viver cedido à vida nas redes sociais e às tendências atuais.