Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 07/05/2022

A constituição do Brasil, de 1988, garante ao cidadão o direito à igualdade e à liberdade. Contudo, nos dias atuais, as decisões de consumo tem sido fortemente dirigidas por comandos de influenciadores digitais, que são pagos para a realização de propagandas, que são eventualmente falsas. Desse modo, é válido analisar as questões éticas que envolvem tais propagandas e o falso modelo de vida passado pelos influenciadores.

Antes de tudo, é preciso debater sobre as propagandas feitas pelos blogueiros, que muitas vezes são feitas em torno de produtos medíocres. Nesse contexto, de acordo com o G1, no último ano o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts financiadora por patrocinadores. Nesse sentido, é importante levar em conta que muitos influenciadores dependem do financiamento dessas empresas para ter renda, mas continua sendo desonesto com o consumidor a realização dessa prática que influencia nas decisões de consumo.

Além disso, é importante analisar o falso modelo de vida que é passado por tais influenciadores e que impactam diretamente na vida das pessoas que acompanham os seus perfis. Sob esse viés, a série black mirror aponta as consequências de uma sociedade influenciada por influenciadores; sociedade está que é composta por pessoas sem personalidade, que fazem tudo para agradar os outros, pessoas superficiais — em suma, pessoas escravas da influência de outras.

Diante do exposto, é válido mitigar os males da influência dos blogueiros digitais nos padrões de consumo da sociedade atual. Para isso, o Ministério das Comunicações deve criar normas que obriguem as empresas a fazer propagandas que retratem os produtos reais, além de incentivar que os influencers divulguem a vida real e não uma projeção dela.