Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 02/05/2022
Somando mais de 6 milhões de seguidores em suas redes sociais, o influencer Cellbit foi destaque em 2021 ao arrecadar mais de 4 milhões de reais de seus seguidores para a criação de seu próprio jogo. Dessa forma, é evidente a influência das redes sociais e seus impactos, principalmente maléficos, em fomentar uma alienação consumista e uma ascensão em problemas ambientais.
Sob esse viés, segundo Zygmunt Bauman e sua tese sobre a modernidade líquida, é possível associar a influência das redes sociais atuais como reagente de uma vontade insaciável de adquirir a vida perfeita e os bens materiais dos influenciadores digitais. Consequentemente, esse desejo consumista cresce de forma desproporcional e inatingível, visto que as vidas apresentadas nos meios digitais são manipuladas para fins lucrativos tanto para as empresas, quanto para os influenciadores. Logo, forma-se um ciclo capitalista vicioso de consumismo frenético e sem motivo.
Ademais, como consequência desse consumismo cíclico, o lixo gerado adquire um patamar extravagante hodiernamente. Segundo dados do instagram, foi contabilizado em 2017 cerca de 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados por marcas de consumo. Tendo em vista que quanto mais propaganda, mais compra e mais lixo gerado, as altas taxas de patrocínio servem como base para calcularmos os resíduos produzidos e descartados, principalmente, pela obsolescência de produtos. Então, tendo conhecimento que, segundo o IBGE, em 2019 o Brasil atingiu a produção de 79,1 milhões de toneladas de lixo, faz-se nítida a necessidade de um regulador em prol da diminuição dos impactos ambientais devido a gastos irresponsáveis .
Em suma, é clara a necessidade de medidas reguladoras nos influenciadores digitais, cabendo ao Estado, por meio do Ministério de Tecnologia, Ciência e Inovações, utilizar recursos financeiros para promover maiores sanções e fiscalizações nas redes sociais. Nessas medidas, profissionais de TI contratados pelo governo iriam juntamente com as próprias redes sociais, analisar com programas tecnológicos o aliciamento de empresas e influenciadores em compras desordenadas e maléficas ao meio ambiente e multar os que infrigirem os limites.