Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 29/04/2022
No ano de 2017, a influenciadora de beleza Bianca Andrade (conhecida como Boca Rosa) acabou por ser objeto de controvérsias nas redes sociais ao associar a perda de doze quilos ao consumo de produtos naturais (‘‘comida da terra’’), todavia ter revelado posteriormente que tal redução fora obtida por meio do processo de lipoaspiração. Este evento culminou em discussões virtuais a respeito da natureza duvidosa de mercadorias ofertadas por figuras importantes na internet, bem como na influência negativa da propaganda direcionada ao público. Assim, a temática acerca da divulgação de objetos nas redes sociais frequentemente é composta por informações não fidedignas e também estimula padrões nocivos de consumo geral.
A anunciação de produtos por influenciadores digitais constantemente estimula a necessidade infundada de bens de consumo e torna-se prejudicial, com a utilização de estratégias de merchandising que são manipulativas e simulam um padrão de vivência fictício. Tal fator de promoção é predominante em produtos de nichos como o de estilo de vida, o qual a indução ao destaque socioeconômico reflete em atitudes autodestrutivas para os consumidores. Um exemplo disso, é a venda de formas ilegítimas de alcançar altos patamares financeiros, os quais são ilusórios.
Em sua música ‘‘Royals’’, a cantora neozelandesa Lorde critica abertamente os incentivos ao consumo massificado que as celebridades ostentam nas plataformas virtuais e na maneira que o público destas absorvem compras insustentáveis. Com isto, há implicação de que os usuários das redes são impactados financeiramente com suas decisões ao adquirir um produto online, tal como são condicionados à ausência de reflexão na medida em que negligenciam suas reais vontades. Por isso, há uma dinâmica insalubre na relação entre pessoa, mídia e produto.
Sendo assim, é preciso que o usuário–consumidores obtenham acesso ao ensino econômico e psicossocial, a fim de obter consciência sobre decisões de compra e agirem de forma responsável em relação ao conteúdo publicitário. Tal ação pode ser realizada com a disponibilização de informes didáticos nas interfaces de comunicação (como Instagram e Twitter) e desenvolvida com atividades educativas no cotidiano. Logo, os cidadãos devem consumir de maneira inteligente.