Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 01/06/2022
“Um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas” é o que Thomas More retrata em seu livro, Utopia. Claramente vemos que na sociedade brasileira não está sendo possível viver o que se vive neste livro, devido à persuasão negativa dos influenciadores digitais. Com isso, é preciso refletir sobre a ausência de percepção de possíveis golpes aplicados, além da falta de assistência governamental para lidar com a questão. Por isso, é preciso que cidadãos do Brasil estejam a par deste problema.
É importante ressaltar a ingenuidade de uma parte da população brasileira na interpretação de informações, algo que facilita golpes nas redes. Os influenciadores argumentam e interferem na compra de produtos que não são usados por certas personalidades, podendo ser um grande ponto negativo para esta profissão. Assim, há bastante desinteresse da população em debater sobre o assunto, já que aqueles que sofrem golpes se silenciam pela vergonha de terem sido enganados, gerando ainda mais crimes como esse.
Em sequência, não se pode esquecer também da negligência do Governo, que se posiciona de forma omissa com relação ao problema. Os órgãos governamentais não monitoram as informações com a intenção de conscientizar a população sobre notícias, propagandas e coisas assim falsas e enganosas. Com essa ausência total de acompanhamento, a atuação de forma explícita nas redes sem medo ou a própria punição é o que os influencers fazem.
Portanto, são necessárias medidas para resolver este problema. O Ministério da Educação, por meio de uma parceria público-privada com as mídias, deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Seria interessante também o oferecimento de programas de educação digital nas escolas, com o objetivo de orientar os alunos a respeito deste assunto.