Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 01/06/2022
Com a popularização das mídias digitais, muitos influenciadores surgiram, impactando nas decisões de consumo de seus muitos seguidores. Segundo a pesquisa do Ibope Inteligência, “Brasil e os Influenciadores Digitais”, feita em 2019, 52% dos brasileiros seguem algum influenciador digital em suas redes sociais. Contudo, tamanha influência pode ter consequências negativas, como a monopolização de empresas e o desestímulo na tomada de decisões independentes.
Primeiramente, de acordo com o site Influencers & Marketing, por meio de colaborações com influenciadores, empresas que já são muito conhecidas pelo mundo vêm aumentando cada vez mais o consumo de seus produtos. Com o intuito de conseguirem o máximo de clientes, as grandes empresas se aproveitam da influência dos influencers e passam a controlar o mercado consumidor. Assim, por causa desta monopolização, empresas concorrentes acabam se prejudicando com a perda de fregueses.
Além disso, dados do relatório “Think With Google” revelam que 6 em 10 jovens entrevistados seguiriam um conselho dado por um dos influencers que acompanham no YouTube. Como resultado, a opinião dos influenciadores digitais se torna algo vital para as escolhas de compras dos jovens, muitas vezes os deixando incapazes de tomarem suas próprias decisões. Certamente, esta falta de autonomia pode trazer grandes prejuízos para o futuro dos adolescentes, os deixando dependentes de outras opiniões para fazerem suas próprias escolhas.
Por fim, é evidente que os influenciadores digitais impactam nas decisões de consumo, ocasionalmente, contribuindo com a monopolização de empresas e inibição da autonomia de escolhas. A fim de que os efeitos negativos desta questão sejam amenizados, os influencers (que podem ser o problema e a solução) devem agir de modo mais responsável, utilizando sua influência de maneira positiva: incentivando jovens a tomarem suas próprias decisões e fazendo propagandas de empresas pequenas. Desta maneira, empresas crescerão e crianças não serão tão dependentes das opiniões alheias.