Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 02/06/2022
No filme “Tempos Modernos” aborda a temática sobre as revoluções industriais, ilustrando avanços tecnológicos, quais promoveram alterações no modo de viver. Nesse sentido, com o dinamismo atual, esses desenvolvimentos possibilitaram o surgimento de influenciadores e os influenciados, os quais sofrem impactos nas decisões de consumo. Em virtude desses avanços, o fato das empresas utilizarem estratégias de divulgação através dos influencers digitais pode gerar compulsividade de compra pelos usuários, além da idealização da vida perfeita na internet.
Primordialmente, é oportuno discutir sobre a manipulação das marcas para obtenção de bons resultados lucrativos e a maneira que conseguem adquirir esses. A esse respeito, 12,9 milhões de posts de influencisdores patrocinados por marcas foram contabilizados, podendo dobrar os números em 2018, de acordo com o Instagram. Além da pesquisa realizada por Sprout Social indicando 74% de consumidores usarem as mídias sociais como guia de compra. Desse modo, conclui-se a problemática sobre o capitalismo implantado nas plataformas onlines.
Ademais, é notório a construção de um cotidiano ideal na rede social, no qual há probabilidade de gerar efeitos colaterais sobre esse padrão digital. Diante disso, segundo o Indicador de Confiança Digital (IDC), 41% dos jovens brasileiros consideram a internet responsável por doenças e transtornos, assim como, depressão e ansiedade. Portanto, é necessário medidas para evitar a fragilização da saúde mental dos usuários devido as interferencias digitais no psicológico do sujeito.
A fim de lutar contra a impulsividade de compra e visar o próprio bem-estar, os indivíduos, aqueles que utilizam diariamente as mídias, por conseguinte, deveriam informar-se mais e refletir sobre, além da transparência de influenciadores no meio digital, o motivo pela aquisição, por meio de buscas por informações concretas e discernimento do real e falso diante o que é visto. Outroassim, instituições escolares, responsáveis por orientar melhores comportamentos aos cidadãos, poderiam alertar os efeitos negativos desse consumo, através de palestras, com o objetivo de conduzi-los visando um maior cuidado com a saúde mental.