Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 02/06/2022

O documentário “O dilema das redes”, do aplicativo de streaming Netflix, mostra alguns perigos das redes sociais e como estas tem controle e conhecimento sobre a vida dos seres humanos. Nesse âmbito, pode-se analisar, como esses veículos se tornam úteis para os influenciadores digitais venderem seus prudutos de forma mais abrangente. Deve-se resaltar, que os chamados “digitais influencers”, ajudam as pessoas escolherem o que vestir ou usar, criando as novas tendências e, como consequência, vendendo as mesmas.

Em primeiro plano, é válido destacar o alcance que os influenciadores digitais, juntamente com os respectivos meios de comunicação e seu grande alcance, têm em tornar produtos vendáveis, mesmo que dispensáveis. Essa função é almejada por ser vista como profissão de grande prestígio e responsabilidade financeira. Apenas no instagram, estima-se que publicações de propagandas passem de 3 bilhões por ano, enquanto publicações com intuitos não lucrativos se veem escassas.

Ademais, a moda criada pelos vendedores digitais acaba se tornado algo pisicológicamente obrigatório na vida das pessoas, com o senso comum de que “se a maioria aderiu, também devo fazer o mesmo”, surge então um ciclo vicioso de sempre querer o mais moderno. Pode-se perquirir ainda, a problemática que a face mostrada da vida das figuras públicas na internet tem se tornado algo cada vez mais inatingível e irreal, causando sérios problemas psicológicos aos espectadores como, por exemplo, a baixa autoestima, a depressão e a ansiedade.

Infere-se, portanto, que os aplicativos de comunicação devem buscar minimizar a influência e controle na vida dos cidadãos, por meio de técnicas de informática que reduzam a desigualdade na disposição dos itens mostrados a cada telespectador, para que sejam divulgados outros gêneros de publicações, bem como os de valores culturais. Enfim, os vendedores que utilizam dos meios digitais devem se atentar ao lado mais humanitário, buscando não tornar o produto anunciado algo imprescindível e, principalmente, parar de mostrar apenas vidas perfeitas e inatingíveis, por conseguinte, reduzir impáctos psicológicos às pessoas.