Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 01/06/2022

É evidente que os influenciadores digitais impactam de forma negativa a sociedade brasileira de consumo e acabam por impedir que seja vivido o que é retratado no livro Utopia, de Thomas More: um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Com isso, é necessário refletir sobre o valor da liberdade e a necessidade crescente de saber utilizá-la de forma produtiva no Brasil, além da análise de que alguns influentes podem usar seu poder para o mal.

Deve-se ressaltar que a mídia pode ser utilizada de forma positiva ou negativa, por isso é preciso analisar criticamente as informações. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, censurando as críticas. Assim, a população era privada de saber de todas as informações. Atualmente, é possível comunicar informações com liberdade, mas os brasileiros mostram-se ingênuos com relação a esse artifício de poder e não analisam as informações com responsabilidade, o que torna mais fácil a atuação de influenciadores digitais mal-intencionados.

Não se pode esquecer também que a alienação torna fácil a manipulação dos indivíduos. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana e que arrastou multidões em favor do nazismo, mas os alemães que não imaginavam as atrocidades que eram realizadas. Essa mesma influência pode se repetir hoje, já que influenciadores  argumentam para seus seguidores e interferem na compra de produtos que não são usados por essas personalidades.

Logo, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Educação - por meio de uma parceria público-privada com as Mídias - deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais a fim de conscientizar a população brasileira para provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. Dessa maneira, o Brasil chegará mais perto do padrão descrito por Thomas More em Utopia.