Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 16/06/2022
A internet e as redes sociais têm ganhado cada vez mais força nos últimos anos, apresentando novidades, tendências e influenciando as pessoas inseridas neste contexto. Nos últimos anos têm se visto uma crescente de influenciadores digitais, pessoas patrocinadas por marcas que têm como objetivo influenciar aqueles que os assistem, afim de gerar vendas para as empresas que os patrocinam. Contudo, o papel e responsabilidade desses influenciadores têm sido questionados pela sociedade.
A exposição ao consumo é feita ao público infantil muitas vezes por meio de vídeos curtos e acelerados com exagero em quantidades, cores e reações, atraindo o público e acendendo nas crianças a vontade por consumir. Como exemplo, o TikToker Wasildaoud, produtor de vídeos com quase 8 milhões de seguidores, recorre a um conteúdo com exagero em quantidades e desperdício. Mesmo com o despercídio, há o patrocínio devido a quantidade de seguidores do influenciador, e, consequentemente, o impacto na decisão de consumo por quem o assiste.
Não somente crianças são o público dos influenciadores. Além delas, os adolescentes e adultos são grandes públicos alvos. Para estes públicos a ideia de promover o consumo é o mesmo, mas é feita de uma forma mais implícita. Visto que o senso crítico dessas faixas etárias é mais desenvolvido, os influenciadores buscam outras formas de influenciá-los a comprar, através de uma mostra mais detalhada dos produtos e por uma aproximação à imagem dos influenciadores, afim de criar uma aproximação de espectador-influenciador, gerando atenção não somente à imagem de quem apresenta, mas também ao produto, para que então, haja uma criação de “necessidade de consumo” em quem assiste.
Apesar de ser legal e lícita, a adoção de tais medidas de marketing em vários casos escala ao exagero. Logo, o conteúdo dos influenciadores devem ser avaliados por quem os assiste, afim de evitar não somente a propagação de atos de desperdício, como também a normalização do consumo desenfreado e em demasia. Em adição, cabe aos próprios influenciadores divulgarem posts de conscientização ao consumo e/ou revisar seus conteúdos, para que haja um marketing saudável, sem busca pelo consumo inconsciente.