Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 28/06/2022
Com o advento da Quarta Revolução Industrial, surgiram as redes sociais e, com elas, os influenciadores digitais. Essas figuras públicas impactam as decisões de consumo, de modo a fetichizar as mercadorias e contribuir para a irracionalidade nos momentos de compra. Logo, é preciso debater tal cenário.
Sob essa ótica, é importante ressaltar a idealização dos produtos. Segundo o sociólogo Karl Marx, os objetos comercializados pelo capitalismo sofrem, com frequência, um processo chamado “fetichismo”, no qual a mercadoria adquire um valor superior ao real. Nesse sentido, os influenciadores virtuais criam uma realidade falsa a respeito dos bens divulgados por eles, de forma a supervalorizá-los como um caminho para a plena satisfação pessoal. Por conseguinte, essas peças tornam-se mais desejadas e compradas pelo público, o que fomenta a sensação de angústia causada pelas mentiras depositadas sobre tais artefatos.
Ademais, os blogueiros da Internet favorecem as compras irracionais. De acordo com o sociólogo Max Weber, as pessoas, frequentemente, realizam suas ações com base em sentimentos relacionados a outro sujeito. Isso, no contexto em discussão, é alarmante, pois os indivíduos compram vários produtos por causa da divulgação de influenciadores, sem necessariamente precisar deles. Assim, esses cidadãos passam a gastar seus recursos financeiros de um jeito irracional, panorama que gera endividamentos diversos e o aumento exacerbado do consumismo.
Portanto, nota-se que é necessário solucionar a conjuntura em questão. Para tanto, a fim de garantir um processo de compra racional, cabem às escolas - formadoras de futuros cidadãos - lecionarem acerca de economia e consumo consciente, mediante a efetuação de aulas que discutam os malefícios do consumismo e como evitá-lo, de maneira a promover um melhor gerenciamento de finanças e minimizar os efeitos do fetichismo. Destarte, isso será mais uma parte do avanço da Quarta Revolução Industrial.