Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 07/07/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social caracterizava-se pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que há problemas relacionados aos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo. Tal cenário perdura devida à negligência estatal e a falta de atuação da imprensa. Desse modo, faz-se necessário o estudo desse panorama em busca de possíveis soluções.

Em primeira análise, vale ressaltar que a ausência governamental contribui para a persistência desse entrave. Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do estado, garantir o bem estar e a saúde de todos os brasileiros. Contudo, isso não é garantido, visto que o governo não colabora em formas para que as informações transmitidas pelos digitais influencers, não causem impactos negativos na vida da população, pois é notório uma falta de responsabilidade com os cidadãos, em relação ao conteúdo a ser emitido não ser sempre condizente com a realidade, passando uma ideia de vida perfeita.

Ademais, a isenção midiática consiste em mais um motivo desse impasse. Consoante a Pierre Bourdieu,“aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido de mecanismo de opressão”. Todavia, ao analisar o silenciamento midiático, é possível perceber que a mídia não cumpre seu papel de debater a cerca dos transtornos que ocorrem dentro da sociedade, que são reflexos da grande influência desses famosos na vida das pessoas.

Depreende-se, portanto, intervir sobre o problema que é motivado pela indiferença do Poder Público e pela abstenção dos meios de comunicação. Para isso, o Executivo -órgão responsável pela manutenção da sociedade- deve instaurar diretrizes a seres seguidas pelos influencers, por meio de leis, que visem zelar a segurança e a saúde da população, a fim de que os influenciadores tomem mais cuidado, buscando melhorar tal cenário. Paralelamente, a mídia deve veicular mais informações nos meios de comunicação, para que as pessoas tenham cautela na tomada de decisões e não sejem estimulados negativamente. Somente assim, o Brasil poderá seguir para o cumprimento da premissa de More, em sua Utopia.