Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 12/07/2022

A migração do comércio fisíco para o comércio digital ganhou força com o surgimento da pandemia no ano de 2020 após ser decretado o lockdown. Com isso as pessoas confinadas passaram a consumir mais produtos divulgados pelos influencers. Segundo a pesquisa exposta pela ABComm, o e-commerce no Brasil ascendeu em 56,8% no faturamento dos primeiros 5 meses no ano de 2020. Uma outra pesquisa produzida pela empresa de marketing digital Spark em parceria com o Instituto QualiBest, apontou que 76% dos consumidores já compraram produtos após recomendação de um influencer digital.

Adotado como estratégia de marketing online, cada vez mais empresas tem buscado incluir influenciadores nas divulgações de seus produtos, já que as plataformas online podem ser acessadas por quase todos e de forma simultânea, e o público de um único seguidor pode chegar em milhões em uma única plataforma.

Exemplo disso é a Influencer maquiadora e empresária Bianca Andrade, que após sua participação no programa de televisão Big Brother Brasil, sua marca ganhou maior visibilidade após uma cena que a mesma chorava usando sua linha de maquiagem que ficou intacta na pele. Esse trecho viralizou nas plataformas digitais e mais tarde veio a ser usado como ponto chave das divulgações de seus produtos que esgotaram nas primeiras horas de venda. Graças ao enorme alcance digital conquistado pela influencer através de suas redes sociais e após em rede nacional, sua carreira de empresária foi alavancada trazendo um faturamento de R$ 120 milhões no ano de 2021, segundo a revista Uol.

Com isso podemos ver que o alcance dos influencers digitais tem saído das redes e influênciado no mercado de compras. Ademais os seguidores os seguem para ter sua opnião e ver os resultados e quem sabe assim adquirir o produto. Contudo alguns cuidados devem ser tomados para evitar a persuasão, compras desenfreadas, e a falsa ilusão de vida perfeita. A médica psiquiatra Renata Figueiredo, presidente da Associação Psiquiátrica de Brasília, aconselha controlar o tempo em que passamos nas redes sociais, assim tendo tempo para praticar outras atividades como pequenas caminhadas, momentos em família; ter uma consciência clara do porquê estamos adquirindo algo, se é uma necessidade ou por influência, tendo a oportunidade de controlar seus própios gastos, comprando o necessário. Outro cuidado interessante a se tomar é realizar leitura em livros físicos e kindles, driblando a exposição de anúncios.