Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 14/08/2022

A Revolução Técnico-Científico-Informacional promoveu uma grande modificação nos padrões de consumo da sociedade pós-moderna. Nesse sentido, produtos, equipamentos e programas têm facilitado a vida das pessoas. Contudo, uma parte da população, principalmente os jovens, têm sido manipulados diretamente por uma nova ferramente da mídia: os influenciadores digitais, que geram impactos nessa população, como, principalmente, a indução do estilo de vida, e o aumento do desejo desenfreado de consumo.

Primeiramente, é importante destacar como os influenciadores digitais protagonizam as decisões de consumo. Nessa perspectiva, o mercado lança estilos musicais, roupas e outros insumos que são reproduzidos pelos influenciadores como objetos “essenciais” para obtenção da felicidade e do pertencimento de grupo. Sendo assim, as pessoas são levadas a crer que precisam desses produtos e o adquirem sem perceber, por uma manobra de massificação conhecida como indústria cultural. Tal situação contribui, infelizmente, para a construção de uma sociedade fútil que tem o consumo como seu ideal de vida.

Ademais, é preciso entender o mercado de influência digital como rede de sedução ao consumo. Sendo assim, a mídia mercadológica transforma desejos em necessidades e levam as pessoas a consumir desenfreadamente. Sob essa ótica o filósofo Bauman disserta: “a disposição consumista desponta como uma forma compensatória do indivíduo vir a obter um razoável nível de prazer em sua vida cotidiana”. Essa situação de liquidez do consumo gera uma sociedade endividada, que troca o consumo por necessidade pelo consumo como ato existencial.

Sabendo disso, é necessário, portanto, que sejam tomadas medidas para combater o consumismo desmedido. Dessa forma, cabe ao Minitério da Educação, por meio de mudanças da grade curricular dos estudantes, implementar desde os primeiros anos escolares a matéria de educação financeira. Tal disciplina deve abordar noções de orçamento, planejamento, e investimento monetário para que a nova geração possa fazer uso consciente do consumo e das tranformações tecnológicas com base em suas necessidades e não como imposição de uma indústria manipuladora.