Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 20/09/2022
No livro ‘‘1984’’ de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que o Estado manipula toda forma de informação histórica e contemporânea, a fim de moldar a opinião publica a favor dos governantes. Nesse sentido, a história narra a trajetória de Winston, um funcionário do contraditório Ministério da Verdade que tem a função de alterar as informações midiáticas para favorecer a ima-gem do partido e moldar a população através de tal ótica. Fora da ficção, é fato que a reali-dade apresentada por Orwell pode ser relacionada ao uso dos meios digitais no sé-culo XXI: Empresas ultilizam da imagem e do poder de persuasão dos influênciado-res digitais para promover seus produtos de maneira sutil e perpetuam a cultura do consumismo financiada pelas grandes startups.
Em primeira análise, vale destacar que internautas de todo o mundo acompanham personalidades nas redes sociais por simpatizar com suas ideias e seus estilos de vida, aceitando naturalmente suas dicas e recomendações. No entando, frequentemente, é dificil perceber a diferença entre uma recomendação e uma propaganda, pois de forma sutil influenciadores usam produtos advindo de patrocinadores com a finalidade de instigar seu público a comprar o mesmo produto e reverter o lucro para seus mecenas. Tal mecanismo assemelha-se a realidade vivida em ‘‘1984’’, onde as Empresas ocupam o papel do estado e os influênciadores agem como Winston, na tentativa de moldar a opinião popular.
Ademais, vale ressaltar que influênciadores regularmente ostentam suas aquisições nas redes, perpetuando a cultura do consumismo instaurada em nossa sociedade por grandes Startups que desejam massificar a cultura do Consumo. Seguindo a lógica da Escola de Frankfurt, essas empresas agem, com o auxílio dos influenciadores, homogenizando os gostos e os desejos de consumo da população com o intuito de converge-los unilateralmente a seus produtos e aumentar o lucro.
Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governa-mentais, cartilhas que alertem a população acerca da cultura do consumismo per-petuada pelos influênciadores, a fim de proporcionar uma reflexão consciente so-bre os produtos divulgados e evitar uma manipulação em massa como em ‘‘1984’’.