Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 23/08/2022
Segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem fatos sociais normais e patológicos, sendo que estes últimos causam danos à sociedade. Nesse sentido, o consumismo associado aos estímulos dos influenciadores é um fato social patológico. Sob esse viés, isso decorre da omissão estatal e da negligência da mídia.
Nesse panorama, a desatenção do poder público é uma imperiosa promotora de uma cultura de valorização do consumo desenfreado relacionada aos influenciadores digitais. Sob essa perspectiva, de acordo com o contratualista Thomas Hobbes, os indivíduos aceitam sair de seu estado de natureza para viverem em melhores condições, assinando o Contrato social. Não obstante, esse acordo é violado pelo meio regulador, já que não oferece as informações necessárias sobre os riscos de adotar um estilo de vida voltado à compra, como dívidas. Dessa forma, a população é desassitida pela inoperância do Estado, já que não obtém, em seu período escolar, uma educação aplicada ao mercado laboral.
Ademais, a falta de devido foco da imprensa é uma notória incentivadora da vangloriação de um meio de priorização dos bens materiais. Nessa conjuntura, conforme a Carta Magna, os meios de comunicação devem seguir a sua função social. Conquanto, a Constituição Cidadã não é cumprida, pois a mídia é conivente com as condutas deletérias de influenciadores digitais, como a popularização de empresas de histórico problemático, divulgando-as. Assim, a desinformação é alastrada pelas instituições que deveriam defender a veracidade, como os jornais.
Portanto, é mister haver uma discussão sobre a influência dos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Sob esse prisma, os congressistas devem, com a sanção do presidente, criar aulas de educação financeira, como introdução às questões econômicas triviais, a fim de que haja um país melhor e, conseguintemente, próspero. Somado a isso, para que se tenha uma popularização do interesse pela administração do dinheiro e, logo, um povo mais instruído, a sociedade civil deve, em parceria com a iniciativa privada, criar debates sobre os malefícios de seguir indistintamente influenciadores digitais, como vícios de consumo. Consequentemente, o problemas das redes será atenuado.