Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 28/08/2022
“A massa contém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. Nessa lógica, a citação do escritor George Orwell condiz com a realidade contemporânea, na qual há um forte impacto, muitas vezes negativo, dos influenciadores digitais nas decisões do público, principalmente no que tange o consumo. Dessa forma, é lícito destacar a lacuna informacional e a individualismo como causas do revés.
Diante desse cenário, a falta de informação contribui para a manipulação digital dos cidadãos. Segundo Immanuel Kant, o homem é moldado de acordo com a educação recebida. Nesse sentido, o filósofo Kant se relaciona com a questão do impacto nefasto dos influenciadores digitais no consumo, visto que os indivíduos que são condicionados a comprar tais bens não buscam mais informações sobre o produto, como detalhes para testar a credibilidade da propaganda fornecida. Assim, sem conhecimento as pessoas são facilmente enganadas, de modo a gerar a ausência de um pensamento autônomo.
Outrossim, a individualidade corroi ainda mais a problemática. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade líquida”, a sociedade pós-moderna é fluida em suas relações sociais e o individualismo é colocado em primeiro plano. Sob essa lógica, o pensamento de Bauman assemelha-se ao quadro atual, haja vista que ocorre , majoritariamente, uma singularidade dos influenciadores digitais em relação ao seu público, porque eles priorizam o dinheiro da propaganda e não verificam a qualidade do produto divulgado. Por conseguinte, os influenciados perdem seu capital.
Portanto, é necessário intervir nessa conjuntura maléfica. Para isso, o Ministério da Educação deve, juntamente com o Ministério das Comunicações, alertar os cidadãos quanto à falta de pesquisa dos produtos online e os meios ideias para uma pesquisa segura, mediante vídeos e postagens divulgadas nas mídias sociais, como Instagram e Youtube, a fim de reduzir a manipulação dos influenciadores sobre os usuários digitais. Paralelamente, o governo deverá agir sobre a individualidade das pessoas.