Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 30/08/2022

O renomado filósofo Nietzsche, descreve que em interações sociais o indivíduo comumente faz o uso de “máscaras” com fins de manipular e persuadir outro indivíduo. De maneira análoga a isso, os influenciadores digitais impactam diretamente na decisão de consumo de grande parte da população. Nesse prisma destacam-se duas problemáticas: O consumo impulsionado por grandes empresas de produtos sem garantia de qualidade e o processo educacional brasileiro ultrapassado.

Em primeira análise, evidencia-se o consumismo financiado pelas marcas dominantes do mercado, que através de um marketing predatório se vinculam a figuras influentes da mídia digital, que usam sua própria imagem para vender a idealização de algo “perfeito” omitindo possíveis fraquezas ou problemas do produto vendido. Sob essa ótica, somente com posts patrocinados foram movimentados cerca de 2 bilhões de dólares segundo o Instagram Inc.. Dessa forma, é observável que tal estratégia comercial tem forte influência sobre os usuários que muitas vezes ficam sujeitos a produtos de baixa qualidade.

Além disso, é notório o atrasado no processo de educação do Brasil visto o baixo conhecimento da população sobre redes sociais e suas possíveis influências, tal que a maioria da população é induzida ao consumo de forma incriteriosa sem a avaliação correta da necessidade ou qualidade do produto. Desse modo, uma reforma no sistema educacional é necessário para que o mesmo acompanhe o mundo tecnólogico, pois segundo ideias do ativista Nelson Mandela: “Um povo sem educação é um povo indefeso”.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a minimizar os impactos dos influencers no consumo. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação junto ao Parlamento, reestruturarem o sistema educacional vigente no país por meio de uma reforma no ensino médio com o acrescimo de matérias complementares que ensinem os indivíduos a respeito de manipulação e redes sociais, a fim de melhor instruir os cidadãos para que os mesmos não sejam vitimas do consumismo digital. Somente assim, todos teram a oportunidade de se protegerem dos “mascarados” citados por Nitzsche.